Viva o Dia de Mortos!

16 fev

Já passou um tempo, mas tínhamos que dizer o motivo pelo qual pulamos do Chile direto para o México. 2 de novembro é o Dia de Finados, uma data muito triste em muitos lugares inclusive no Brasil, mas não para os mexicanos! Aqui é comemorado – e a palavra é essa mesma, “comemorado” – o Día de Muertos. Diz a lenda que, nesse dia, os falecidos voltam à terra para encontrar suas famílias e pessoas queridas. E quem disse que isso tem que ser triste e cinza? Se em outros lugares é um dia de lamentação, aqui é celebrado o encontro.

Catrinas super caprichadas

Em qualquer lugar se pode ver as oferendas, onde está tudo o que o familiar gostava em vida. São arranjos muito bonitos cheios de cor, flores, fotos, caveirinhas felizes e guloseimas.

Tivemos a oportunidade de presenciar duas celebrações bem distintas: na capital e em uma pequena cidade chamada Pátzcuaro. Na Cidade do México é algo muito parecido com o Halloween, e as crianças saem nas ruas fantasiadas para pedir doces. São disfarces de monstros, bruxas, múmias e outras super criativas, só que tudo de uma forma bem divertida.

Nós fomos preparados para distribuir doces!

Já em Pátzcuaro, mais precisamente na ilha de Janitzio, a data é celebrada da forma mais tradicional. As famílias vão aos cemitérios enfeitar e fazer as oferendas nas próprias lápides, e todos passam a noite bebendo, comendo e se divertindo com seus entes que já se foram. Pode parecer estranho para alguns, mas é uma forma muito respeitosa e, na verdade, muito bonita e natural de encarar a vida e a morte como realmente são: passagens.

Cempasuchitl, também chamada de Flor de Muerto.

E enquanto estamos aqui, vamos festejar!

Vídeo: Adriana Quezada

14 fev

Muita gente tem vontade de largar o que faz para buscar o que acredita. Mas além da vontade é preciso coragem, determinação e competência, e nessa estrada muitos ficam pelo caminho. Por isso quando alguém consegue com tanto talento, como Adriana, é hora de parar para ouvir.

Perfil: Adriana Quezada

8 fev

Na Cidade do México, existe uma galeria/loja de design/local de workshops imperdível chamada Vértigo. Foi neste lugar que encontramos nossa primeira artista chilanga.

Adriana Quezada

Em nossa primeira (entre muitas) visita, a Vértigo tinha a exposição Tzompantli Gráfico, e cada artista fez a sua interpretação livre em uma caveira. Tá aí a união genial da tradição com o contemporâneo que falamos no post anterior, e olha o que a Adriana fez:

 Verminhos em seu lar doce lar

Fomos atrás da autora deste trabalho, e encontramos vários outros! Adriana Quezada ilustra muito também para publicações.

Fomos recebidos em uma manhã tranquila e super agradável como ela para conhecer o estúdio onde cria com esboços, recortes e pés descalços.

E enquanto trabalhamos em seu vídeo, vamos deixá-la trabalhando no que faz tão bem!

Pelas ruas da Cidade do México

2 fev

Voamos do Chile direto ao México por motivos que falaremos mais tarde. Ao chegarmos, a impressão é da total dualidade na capital. É uma das maiores metrópoles do mundo e, ao mesmo tempo, tem os dois pés firmes em sua história e tradições.

Justo em nosso primeiro passeio, andando pelo Bosque Chapultepec, tivemos a grande sorte de presenciar um casamento pré-hispânico. Oferendas, penas, músicas e danças ancestrais trazem pensamentos, cores e energia muito atuais.

Também não podíamos deixar de visitar o maior museu de antropologia do mundo. Tão grande quanto o museu, é o respeito e orgulho que o povo tem com sua história.

Próximo a DF está Teotihuacán, cidade azteca com pirâmides, ruas e museus conservadíssimos mostrando como a sociedade era desenvolvida e complexa já naquela época.

Alguns engenheiros de hoje têm muito que aprender com essa técnica. ;)

Voltando ao centro da capital, vimos uma exposição ao ar livre de alebrijes gigantes em pleno Zócalo.

Mexicano não tem medo de usar e abusar das cores. O resultado é sempre lindo.

Para encerrar, fomos aos passeios obrigatórios que são a casa e o estúdio de Frida Kahlo e Diego Rivera. Vida e trabalhos muito fortes estão representados desde os quadros expostos aos lençóis e paredes das casas.

Depois desse banho de cultura, estamos preparados para ver o que os jovens artistas andam produzindo por aqui. Talvez essa mistura do passado e do contemporâneo seja o segredo para tanta criatividade e originalidade. É o que vamos descobrir juntos nos próximos posts.

Vídeo: Até a próxima, Chile!

27 jan

Ah, Chile! Esse cantinho de terra que parece pequeno no mapa guarda belezas da sua natureza que nunca tínhamos visto antes, e uma riqueza em seu povo que esperamos ver sempre em todos nós.

Nossa passagem foi rápida e marcante, mas seguramente não será a única. Até mais!